Um seminarista na paróquia

Durante a semana, todos nós ficamos no seminário. Saímos para estudar, ou para alguma outra coisa esporádica. Mas, chegando sexta-feira à noite, que fazemos? Pastoral.

Nos finais de semana, nós todos deixamos o seminário e vamos a alguma paróquia, definida pelos formadores. E, lá, temos nossas atividades.

A primeira, e mais importante, é simplesmente estar com o povo e participar de sua vida, sobretudo de sua vida orante. Ou seja, procuramos fazer com que nossa presença seja, ao mesmo tempo, diferente e comum. Comum porque somos um membro do povo, não alguém à parte. Diferente porque o seminarista é chamado a ir se configurando cada vez mais ao Cristo Bom Pastor.

Mas não vamos à paróquia simplesmente para ficar batendo papo, puxando reza ou ajudando em missa.

Também exercitamos nossa capacidade de estar disponível para o que der e vier. Às vezes, a comunidade precisa muito de catequistas, então estamos nós lá, prontos para auxiliar de um modo especial no processo de iniciação cristã. Outras vezes, o grupo de coroinhas é que precisa de uma atenção especial, então o seminarista está disponível. Há casos em que é outra pastoral que precise de uma força a mais: Pastoral do Batismo, Pastoral da Visitação, grupos de jovens, grupos de oração… e lá está o seminarista.

Para que isso tudo? É um estágio para ser padre? Não!

Não é só para aprender ou treinar alguma habilidade. Mais que isso. A pastoral de fim de semana é a oportunidade de integrar tudo que vivemos no seminário. É como uma cola, que junta todos os elementos desenvolvidos anteriormente.

Nossa vida de estudos ganha sentido na paróquia, porque é lá que nós falamos de Deus, para ajudar cada pessoa a perceber sua ação no mundo. Nossa vida comunitária se realiza sobretudo na paróquia, porque é lá que nossa capacidade de relacionamento e escuta faz crescer o Reino. E até nossa oração se destina à paróquia, porque somos chamados a ser ministros da misericórdia divina.

Então, para que serve a pastoral de fim de semana?

Bom, se o padre se casa com a Igreja (e, sim, os padres são casados com a Igreja), então, o seminarista pode se pensar como namorado. Podem duas pessoas que se amam ficar distantes por muito tempo? Assim também um seminarista, se fica longe da comunidade, é um mero estudante.

Mas não… vendo o próprio Cristo no rosto dos paroquianos, e tentando permitir que Ele se faça presente em nós, quando vamos para a paróquia – no fundo – estamos trabalhando para construir e antecipar um pouco do céu.

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