As amizades do seminarista e o fortalecimento de sua vocação

Por Daniel Vinicius, seminarista menor

A amizade é uma das maiores coisas na nossa vida. Ainda mais para os seminaristas que escolhem o celibato e, por isso, não têm um relacionamento romântico com uma moça. A amizade é ainda mais importante para nós.

Às vezes, passamos por dificuldades e problemas. E é nesse momento que precisamos de uma amizade singela e verdadeira, para poder nos dar um conselho e uma ajuda. Sobretudo quando se fala em vocação. Passamos por algumas crises: uma saudade, uma falta de um abraço irmão, entre outros; e é nessas amizades que conseguimos força superar essas as dificuldades, pois cada amizade que se cria no seminário, nós sabemos, é uma verdadeira amizade. E podemos levá-la para a vida inteira.

Uma das frases que resume a ajuda de uma amizade nas dificuldades é a seguinte: “Na dificuldade conhecemos os verdadeiros amigos”.

Cada pessoa que nós conhecemos no seminário é como se fosse nossa família, e os amigos que aqui fazemos são como nossos irmãos. De outras mães, de outro sangue, de outros lugares, mas cada um é como um irmão. Por isso, o momento mais triste para um seminarista é quando uma amizade dessa resolve, por vários motivos diferentes, trancar seu processo vocacional e sair do seminário. Isso pode até abalar, entristecer, fazer pensar se é aqui é o nosso lugar.

Mas, pensando nos momentos felizes, de diversões, de irmandade, encontramos também aí uma ajuda para entender que estamos no lugar correto. Mesmo quando o amigo sai, não será a distância que irá afastá-lo, se for uma amizade verdadeira.

Uma frase muito boa que resume a amizade verdadeira de um seminarista com outro que resolve sair é a seguinte:
“Amizade verdadeira não é ser inseparável. É estar separado, e nada mudar”.

Voltaire, filósofo e escritor francês, um dos grandes representantes do Movimento Iluminista na França, diz que: “todas as riquezas do mundo não valem um bom amigo”.

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